"Se as coisas não saíram como eu quis, posso me dar por feliz, porque tenho o dia de hoje para recomeçar!" (Charles Chaplin)

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março: A luta continua

No dia 8 de março é comemorado o dia internacional da mulher. A cada ano este dia é marcado pelos desafios enfrentados, reflexões e diversas manifestações. É um dia onde todas as mulheres são homenageados e consideradas a melhor criação de Deus, mas essa realidade só dura 24 horas. Mulheres de todos os lugares, de todas as raças, de todas as nações são vítimas constante de preconceitos.

Segundo Benilda Regina, militante do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte, o Brasil é o país de maior população negra fora da África; historicamente um país escravocrata onde ainda perduram as ideias racistas nas instituições governamentais e na sociedade em geral. Mesmo quando a pessoa negra ainda não adquiriu a consciência do racismo, ser negra em nosso país significa viver em condição de extrema desigualdade social e racial.

Hoje, ser mulher, negra e pobre significa está inserida num ciclo de pessoas que não tem direito igual aos outros, que é submissa e adere um papel a empregos desvalorizados, condições precárias de saúde e educação. Isso é resultado de todo um contexto histórico, que precisa ser analisado na busca de soluções para antigos estigmas. As mulheres afro-descendentes são alvo de tripla discriminação, tendo que provar mais vezes sua competência em relação a mulher branca.

De acordo com Walkyria Chagas, Pós-graduada em Direito do Estado pela Fundação Faculdade de Direito da Bahia -UFBA, As meninas ingressam muito cedo no mercado de trabalho, devido a extrema pobreza, sendo exploradas pela sociedade, que sabendo da sua condição financeira, oprime e humilha. Mesmo as que possuem diploma universitário, sofrem as discriminações do mercado. Muitas não conseguem exercer a profissão que se dedicaram na universidade e sem opção continuam exercendo as mesmas profissões de outrora.

O dia 8 de março é marcada por uma luta feminista que durante muitas décadas trabalhou com a ideia da "irmandade" das mulheres, graças à presença e ao trabalho de feministas negras esta ideia está sendo superada. Esse é o momento em que paramos e refletimos como anda a nossa sociedade. Não somente no dia internacional da mulher que essa questão deve ser lembrada, a discriminação e o preconceito estão presente todos os dias então, a luta deve permanecer constantemente, a todo momento.


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